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sábado, 28 de julho de 2012

8 west highland white terrier + 1 SRD

Fui contratada para adestrar 8 cães em uma casa: o paraíso para qualquer adestrador. Uma escola, uma matilha. Para melhorar, os fofos West Terrier, que tenho uma paixão especial. 
Eu já havia adestrado o west Snow e sua dona Andréia me indicou  para adestrar os pais dele, com os cinco filhotes e uma SRD. Então, aceitei a proposta. O pai já havia sido filho único e é o mais mimado de todos, possui vários privilégios, além de querer colocar ordem na família. A mãe tinha uma estereotipia (comportamento vicioso sem função) de ficar latindo correndo de um lado para o outro na cerca do terreno devido a presença de um labrador e um pit bull nos terrenos laterais vizinhos. A "vira lata" de porte médio vivia isolada no lado de fora da casa, carente e recebia pouca atenção, muitas vezes tentava morder por stress e desconfiança; além de acompanhar a estereotipia da mãe dos wests.
A sala da casa havia sido dividida em duas baias para isolar os filhotes que estavam com esparadrapo na orelhas para deixá-las em pé. Um deles ficava isolado, olhando a mãe e aprendeu a estereotipia dela. O outro que havia nascido semi morto, tornou-se o o mais dominante e brigão. A outra era única fêmea west dos filhotes e não importa o quão alto seja a baia de separação, ela sempre consegue pular e passar para o outro lado. Tem um dos irmãos é o que adora uivar, mas é um dos mais tranquilos, apesar de já ter sido bastante dominante e gostar de imitar o pai. E o outro também é bem tranquilo. As maiores queixas da dona eram os latidos e as brigas. 
Bom, primeiramente, fizemos um trabalho para não recompensarmos o que não queríamos, depois trabalhei o limite imaginário para conseguirmos restringir o espaço deles sem precisarmos das baias. Estamos trabalhando com o pai para deixá-lo menos dominante e não brigar com os outros, fizemos trabalhos para acalmá-lo e outros de obediência, ele que está bem melhor, mas ainda tem muito o que melhorar. A mãe, que queria ter ensinado a estereotipia para todos os filhotes, foi uma das que tiveram maior progresso, hoje, quando a chamamos, ela vem toda feliz pedindo carinho, mesmo que estivesse fazendo a estereotipia, que reduziu bastante, e agora ela parou de latir quando corre na cerca do terreno; mãezona está muito mais tranquila e carinhosa, um amor. A SRD também está bem mais calma, carinhosa  e obediente. O que havia aprendido a estereotipia parou com este comportamento e está bem calmo e feliz. O tranquilo continua tranquilo. A irmã entende quando não pode sair de algum lugar e reduziu bastante as fugas. O que gostava de imitar o pai havia aprendido a estereotipia com o irmã, mas já diminuiu bastante. O que nasceu quase morto já está começando a reduzir a dominância, mas ainda está difícil. 
Além disso, trabalhamos com eles para que aprendam a nadar na piscina, coisa que os cães adultos já fazem. Precisam nadar sem se afogar, saber sair pelas escadas e não ficar tentando sair pela borda para não se afogarem. O que nasceu semi-morto é o que adora nadar e o que imita o pai tem medo de morrer afogado e não gosta de nadar, pois já caiu na piscina umas duas vezes e quase se afogou. Estou trabalhando na tarefa de fazer todos eles saberem sair da piscina para ninguém ter que se preocupar se eles caírem nela...

Vídeo do que nasceu quase morto nadando em direção à escada da piscina.
Estamos fazendo também o passeio na rua. O sonho de poder andar com todos na guia ainda é utopia, mas com muito trabalho esta tarefa pode ser possível. Comecei passeando individualmente com cada um e agora já estou começando a montar as duplas. O que era estereotipado em casa é o mais feliz na rua, adora passear e o rabinho fica lá no alto abanando. A irmã é a exploradora, faz o caminho dela, curiosa. O quase nasceu morto era o brigão que desafiava cães de todos os tamanhos, mas agora oscila entre o bravo e o receoso por ter levado um susto vendo um cão grande latindo. Os outros dois filhotes são tranquilos e já estão começando a andar em dupla.
Ensinamos também os adultos a fazerem o "fica". Abaixo a foto da mãe com a vira lata no fica simultaneamente. Sendo que em uma das fotos, a mãe está na sua posição favorita: de barriga para cima, esperando o carinho na minha volta.

Quanto ao barulho dos latidos, ensinei como fazê-los ficar quietos e eles já estão bem melhor.
Estamos trabalhando agora para levar todos de volta do jardim para dentro de casa e está sendo bem legal. 
Eles estão treinando há 31 aulas e acho que o resultado está muito bom.

Os cinco calmos, sem pular no cercado de papelão e sem latir.

Acrescento agora em 2013, após eu ter finalizado o adestramento, mais uma informação sobre este treinamento: ao final, eu já conseguia passear com os cinco de uma vez na rua, sem nenhum deles me puxar, porém, não tive a oportunidade de passar este comando para a dona por falta de tempo e oportunidade de fazer um adestramento em conjunto com a dona.

2 comentários:

  1. Conheço essa criaturinhas. Sou mãe da outra fêmes da ninhada a Amy. Amy é uma west bem espirituosa,simpática e um pouco dominadora, como tenho outra fêmea uma schnauzer ela mostrou bem que era a dona do pedaço pra ela; hoje com quase um ano já consigo andar com ela sem coleira junto de mim. Beijos pra essa família feliz!

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  2. Verdade, a Amy é uma fofa! A conheci por acaso lá no Pet Show (214 sul).
    Indrid, parabéns, você fez um trabalho ótimo com sua pequena west!

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