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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cães de raça: vantagens e desvantagens...Prefira adotar animais!

Cães de raça surgiram quando nós, humanos, selecionamos características para um propósito específico como caça, proteção, exposição, companhia... entre outros.
Hoje, percebo que a maioria das pessoas tende a escolher um cão pela raça que acha mais bonita, mas muitas vezes, os clientes esquecem de pesquisar sobre comportamento e doenças frequentes nas raças. 
Quando me perguntam, geralmente, eu não indico nenhuma raça a ser comprada, mas digo as doenças frequentes e problemas comportamentais comuns em cada raça. Porém, nada é determinado, é apenas uma maior chance...
Particularmente, eu prefiro que as pessoas adotem animais, pois existem muitos cães abandonados nas ruas e o governo não faz nada em relação a isso. Não existem abrigos públicos, nem castrações públicas gratuitas para a população carente e cada vez o número de animais abandonados cresce. 
Acho muito mais interessante adotar um animal abandonado do que pagar para alguém que está pensando em ganhar dinheiro reproduzir mais um animal nos padrões que você se identificou por algum motivo. Existe uma falsa segurança em saber como será um cão de raça, pois eles são indivíduos únicos em um ambiente complexo que vai interferir demais na forma com que este animal será. Então, adotar um cão é um ato de amor, uma solução para um problema público e uma caixa de surpresas deliciosa ao se surpreender com o cão que aparecerá para você...

Abaixo, uma reportagem sobre as mudanças nas raças nos últimos 100 anos:

AS TRISTES MUDANÇAS MANIPULADAS NAS RAÇAS DE CÃES DURANTE 100 ANOS

Não podemos esperar que as populações estivessem livres de doenças genéticas, mas alguns criadores têm selecionado, intencionalmente, características que resultam em doenças de todos os tipos. Todos criadores de cães afirmam que estão “melhorando a raça”, mas na verdade, se preocupam apenas com uma aparência que agrade mais na hora das vendas não se preocupando com os problemas de saúde que estes animais podem desenvolver. Se a “melhoria” na aparência impõe um ônus à saúde, então não é uma melhoria da raça e sim uma tortura.

Os cães da esquerda são do livro de 1915, “Raças de Todas as Nações” escrito por WE Mason. Os cães da direita são a versão moderna do que seria a mesma raça. Observem como a mudança é visível.


O Bull Terrier  era um cão bonito, atlético, mas sua versão atual desenvolveu um crânio mutante, abdômen avantajado e também uma série de doenças, como dentes supranumerários, agitação excessiva, doenças de pele e perseguição compulsiva da cauda.


O Basset  perdeu estatura ficando mais baixo, sofreu alterações em sua estrutura das pernas de trás, tem excesso de pele, problemas de vértebra e orelhas muito grandes. Estes animais também possuem hoje, olhos caídos propensos a desenvolver entrópio, doença em que a pálpebra se vira sobre si mesma contra o globo ocular e ectrópio, um afastamento da margem palpebral.


Para ganhar uma cabeça “mais agradável” o Boxer desenvolveu uma série de problemas. O Boxer moderno não tem apenas um rosto mais curto, mas o focinho é ligeiramente arrebitado. Esta raça hoje tem dificuldade em controlar a sua temperatura em clima quente, além de possuir as maiores taxas de câncer.


O Bull Dog atual representa hoje todos os problemas que um cão fantasia pode ter. Eles sofrem de quase todas as doenças possíveis. Uma pesquisa indica que os cães desta raça vivem no máximo até os 6,25 anos. Não é uma raça saudável, suas proporções exageradas torna o acasalamento muito dificultado e requer sempre uma intervenção médica para o parto.


O Dachshund antes tinha pernas mais funcionais e o pescoço era proporcional ao seu tamanho. Atualmente as costas e o pescoço são muito mais longos, o peito se projeta para frente e as pernas encolheram a tais proporções que não há quase nenhum espaço livre entre o corpo e no chão. Os cães dessa raça possuem problemas graves nas vértebras que podem resultar em paralisia. Também desenvolvem doenças nas vértebras que pode resultar em paralisia, são propensos a patologias relacionadas Acondroplasia (má formação das cartilagens) e problemas nas pernas.


O Pastor Alemão tem sido sempre lembrado como umas das raças que depois de “melhoradas” se tornou mais perdida. No livro “Raças de Todas as Nações” o Pastor é descrito como um cão de tamanho médio de 25 kg. Hoje, os cães desta raça possuem o peito muito mais largo e inclinado para trás perdendo todo sua característica e são muito maiores pesando em torno de 38 kg.


As novas versões do Pug desenvolveram diversos problemas onde se destaca pressão arterial elevada, problemas cardíacos, baixa oxigenação, problemas respiratórios, dificuldade em manter a temperatura corporal, problemas de dentição e dermatites. A cauda em espiral que tanto agrada os compradores é um defeito genético que nas formas mais graves pode levar a paralisia.


O São Bernardo moderno é um cão muito grande e pesado com uma quantidade de pele exagerada e também possuem muita dificuldade de manter a temperatura corporal. Também possuem tendência a desenvolver entrópio, ectrópio, paralisia, hemofilia, câncer nos ossos e deficiência de fibrinogênio.

Fontes: [ Diário de Biologia/Dog Behavior Science ] 

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